O que fazer/onde comer em Cunha/SP (durante a pandemia)

 

Tentando evitar a cidade de Paraty infernalmente lotada numa sexta-feira, resolvemos fazer um bate-volta até Cunha, que fica a 1h de distância. É só pegar a Estrada Real que não tem erro. O estado dessa estrada não é dos melhores em alguns trechos, com muitos buracos e sem acostamento. Passando a pior parte, a estrada melhora e fica muito bonita.

O que fazer

Se for cedo, aproveite para parar na Cachoeira do Mato Limpo que fica na estrada, literalmente, não tem como não ver e rende boas fotos. Tem também outra cachoeira mais famosa, a da Pimenta, mas como é muito turística e estávamos evitando muvuca, acabamos não indo.

 

Cunha é conhecida como a Cidade da Cerâmica e possui dezenas de ateliês de artistas locais espalhados por todos os cantos. Decidimos parar no Suenaga & Jardineiro (Rua Dr. Paulo Jarbas da Silva 150). A funcionária nos explicou que a cerâmica é queimada 5x por ano no forno Noborigama, técnica importada do Japão em 1975. As peças são todas lindas e nunca na vida quis tanto ser rica pra poder comprar tudo, pois é um artesanato bem caro. Acabei comprando um micro vaso esmaltado por R$40 e pretendo colar na minha estante para ficar à prova de gatos.


Continuando a rota da cerâmica, paramos na Casa do Artesão (Rua José Arantes Filho 27), um espaço de dois andares com exposições de vários artistas diferentes. No térreo são expostas peças mais básicas e em conta, comprei uma farinheira por R$50, um jarro por R$25 e e uma moringa por R$35 (e me arrependi muito de não ter comprado um Baby Yoda de cerâmica que vi por lá). No segundo andar estão as peças mais elaboradas e algumas chegam a ser bem exóticas. Se você gosta de investir em peças originais e diferentonas, o lugar é ali.

O Lavandário

A atração mais famosa de Cunha com certeza é o Lavandário, uma plantação imensa de lavanda com uma lojinha/café. Para entrar, é necessário pagar um ingresso de R$15 por pessoa. O acesso é tenso, então se o seu carro não mandar muito bem em subidas, deixe lá embaixo e suba à pé (o nosso é 1.6 e quase não subiu). Lá em cima você terá acesso à um mirante, à uma destilaria e um café/loja onde poderá comprar o sorvete de Lavanda, Verbena ou Chocolate (R$15) e outros itens de perfumaria e itens para casa. Adianto que tudo o que comprar lá para comer terá gosto de perfume (ou de banheiro), então comprei pra tomar 2 pazinhas do sorvete e jogar fora. O mesmo foi com a caixinha de brigadeiro com lavanda (R$20), que o André só comeu porque não desperdiça brigadeiro por nada nesse mundo. Para a nossa surpresa e frustração, não é permitido o uso de drones no local (mancada hein pessoal?) Vale a visita? Só para tirar fotos instagramáveis mesmo.

Onde comer

Paramos em dois lugares em Cunha. O primeiro deles foi em um café chamado Estação Café Real (SP-171 Km42,5) que imita uma estação de trem vintage e é muito bonitinho. Como o André observou, dá pra perceber que tudo foi pensado com muito carinho. Lá pedimos uma trufa, pão de queijo (maravilhoso) e provamos (na verdade eu provei porque o André é fresco) o GuaráCunha. O atendimento é impecável.

Para o almoço, paramos no Quebra Gangalha (R. Manoel Prudente de Toledo 540), restaurante com opções de mesas ao ar livre e uma vista incrível. Pedimos uma costelinha suína com direito a 3 acompanhamentos (R$90). Uma delícia e ficamos felizes em constatar que a farofa de banana realmente tinha banana.


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