Tentando evitar a cidade de Paraty infernalmente lotada numa sexta-feira, resolvemos fazer um bate-volta até Cunha, que fica a 1h de distância. É só pegar a Estrada Real que não tem erro. O estado dessa estrada não é dos melhores em alguns trechos, com muitos buracos e sem acostamento. Passando a pior parte, a estrada melhora e fica muito bonita.
O que fazer
Se for cedo, aproveite para parar na Cachoeira do Mato Limpo que fica na estrada, literalmente, não tem como não ver e rende boas fotos. Tem também outra cachoeira mais famosa, a da Pimenta, mas como é muito turística e estávamos evitando muvuca, acabamos não indo.
Cunha é conhecida como a Cidade da Cerâmica e possui dezenas de ateliês de artistas locais espalhados por todos os cantos. Decidimos parar no Suenaga & Jardineiro (Rua Dr. Paulo Jarbas da Silva 150). A funcionária nos explicou que a cerâmica é queimada 5x por ano no forno Noborigama, técnica importada do Japão em 1975. As peças são todas lindas e nunca na vida quis tanto ser rica pra poder comprar tudo, pois é um artesanato bem caro. Acabei comprando um micro vaso esmaltado por R$40 e pretendo colar na minha estante para ficar à prova de gatos.
O Lavandário
A atração mais famosa de Cunha com certeza é o Lavandário, uma plantação imensa de lavanda com uma lojinha/café. Para entrar, é necessário pagar um ingresso de R$15 por pessoa. O acesso é tenso, então se o seu carro não mandar muito bem em subidas, deixe lá embaixo e suba à pé (o nosso é 1.6 e quase não subiu). Lá em cima você terá acesso à um mirante, à uma destilaria e um café/loja onde poderá comprar o sorvete de Lavanda, Verbena ou Chocolate (R$15) e outros itens de perfumaria e itens para casa. Adianto que tudo o que comprar lá para comer terá gosto de perfume (ou de banheiro), então comprei pra tomar 2 pazinhas do sorvete e jogar fora. O mesmo foi com a caixinha de brigadeiro com lavanda (R$20), que o André só comeu porque não desperdiça brigadeiro por nada nesse mundo. Para a nossa surpresa e frustração, não é permitido o uso de drones no local (mancada hein pessoal?) Vale a visita? Só para tirar fotos instagramáveis mesmo.
Onde comer
Paramos em dois lugares em Cunha. O primeiro deles foi em um café chamado Estação Café Real (SP-171 Km42,5) que imita uma estação de trem vintage e é muito bonitinho. Como o André observou, dá pra perceber que tudo foi pensado com muito carinho. Lá pedimos uma trufa, pão de queijo (maravilhoso) e provamos (na verdade eu provei porque o André é fresco) o GuaráCunha. O atendimento é impecável.

Para o almoço, paramos no Quebra Gangalha (R. Manoel Prudente de Toledo 540), restaurante com opções de mesas ao ar livre e uma vista incrível. Pedimos uma costelinha suína com direito a 3 acompanhamentos (R$90). Uma delícia e ficamos felizes em constatar que a farofa de banana realmente tinha banana.















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