O casal da Artrodese Lombar - Parte 2

 


Pouco mais de 1 ano após a minha artrodese, o André começou a se queixar de uma dorzinha na lombar.

Ele sempre foi muito ativo, ás vezes irritantemente ativo: academia de segunda a sábado, capoeira 2x por semana, não-quero-sair-sábado-de-manhã-para-não-perder-a-academia. Logo começou a ficar limitado.

Um belo dia eu estava com uma dor estranha no local da cirurgia e decidi ir num pronto socorro ver o que estava acontecendo. Avisei o André e ele me disse que também iria por continuava com dor. Cheguei lá e ele estava em uma cadeira de rodas pois travou de vez ao sair do Uber. Depois disso só desandou, a dor piorou muito, os remédios não davam conta e ele não conseguia sair da cadeira de rodas e sentar numa poltrona sem ajuda. Teve que ser internado. Durante a internação o diagnóstico foi hérnia de disco.

Depois da alta, a vida dele ficou bem limitada e corremos pro Dr. Pedro. Diferente do meu caso, que já havia feito todos os tratamentos possíveis, o Dr. Pedro recomendou um tratamento bem conservador pro André: sessões de fisioterapia e infiltrações. Nada resolveu.

Então, em agosto de 2020, o André também entrou na faca. Fui contra mas ele insistiu e colocou 4 pinos + 1 cage. Quando o vi no quarto do hospital após a cirurgia, ele estava bem diferente de como eu fiquei: todo sorridente, nem parecia que tinha tido 4 pinos marretados na coluna horas antes. Caminhou no segundo dia, foi ao banheiro e tomou banho sozinho e teve alta bem rápido.

Em casa, já sem o Tramal na veia, as coisas ficaram tensas. O ciático incomodava e depois de alguns dias, ele começou a ter febre. O local do corte ficou muito inchado e começou a vazar um líquido transparente. Passei uma noite trocando curativos e ele sentida dores atrozes no local do corte. Fomos ao pronto socorro e após exames, vimos que ele estava com uma infecção no local da cirurgia. O mesmo problema que eu tive. 

Ele também operou às pressas, no mesmo dia, para fazer uma limpeza.

A recuperação dele foi bem mais complicada que a minha a partir daí. Como a infecção foi superficial, ele sentia muitas dores, já que haviam muitas terminações nervosas no local da infecção. Na maioria das vezes a morfina não fazia efeito por muito tempo e ele ficou internado vários dias. Veio para casa sob os cuidados do Home Care, com um enfermeira vindo 4x por dia e administrando 2 antibióticos diferentes. Foi um período muito complicado, pois eles não conseguia conviver com a dor, mesmo com o Tramal.

Encerrado o Home Care, ele começou a se sentir melhor e hoje acho que está até melhor que eu, que operei há mais de 2 anos. Mal pode esperar para voltar a fazer atividades físicas e está 100% funcional, fazendo apenas fisioterapia para recuperar a flexibilidade, já que é normal que fique um pouco comprometida após essa cirurgia.

E dá-lhe Dr. Pedro.

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